FUNDACES - Fundação Cescage

Apresentação




   Além da preocupação com a qualidade do Ensino Superior, o CESCAGE prima pelas ações sociais que beneficiem as pessoas mais necessitadas. O Trote Social é um exemplo de como a comunidade acadêmica pode contribuir para melhorar a vida da sociedade. No início do ano letivo, os alunos de cada curso realizam melhorias em algumas casas do entorno dos campi (Paraíso e Olarias) e no segundo semestre eles doam livros que são encaminhados para uma entidade assistencial.

   O CESCAGE mantém, uma Fundação de direito privado, a FUNDACES – Fundação Cultural e Educacional CESCAGE – que tem por objetivo a criação, produção, distribuição e difusão de produtos culturais, educativos, artísticos, informativos e científicos. A fundação visa, também, prestar serviços comunitários nas áreas de saúde, assistência social, jurídica, ambiental e de lazer como forma de promoção de qualidade de vida e do desenvolvimento do ser humano e social.


HISTÓRICO:

   Durante o transcorrer de 2002, 2003 E 2004, inúmero Projetos Sociais, Educacionais e parcerias foram feitas pela FUNDACES em Ponta Grossa, no Paraná, e em municípios vizinhos com relação a cursos de aperfeiçoamento profissional (cursos livres), de requalificação profissional, projetos sociais, os quais eram promovidos pela FUNDACES a fim de contribuir nas áreas em que sua Instituição Mantenedora possuía voluntários: Saúde, Jurídica, Odontológica, Social, entre outras.

   Somando a essa parceria, em prol da sociedade local e, cumprindo sua função social, a FUNDACES iniciou suas atividades prestando assessoria jurídica a pessoas que desconheciam certos trâmites legais e, por carência de recursos, necessitavam deste tipo de atendimento gratuitamente. Com estas atividades, vieram outras, de caráter social e educativo como Projetos Sociais das mais variadas áreas e cursos livres em diversas áreas do conhecimento, quando da solicitação pelos municípios de cursos de Qualificação para formar jovens e profissionais carentes já atuantes que não possuíam formação específica para tal.


EXTENSÃO: DAS POLÍTICAS ÀS PRÁTICAS EXTENSIONISTAS

   Hoje, atribui-se à Universidade de modo geral, as funções de transmissão, de produção e de extensão do saber, com maior ênfase ora numa, ora noutra função, dependendo das circunstâncias e do contexto em que a universidade se situa.

   O ensino, como a função mais tradicional e que se consubstancia na transmissão de conhecimentos, é o que caracteriza desde sua gênese, tanto assim que seria um contra-senso imaginar uma universidade sem ensino, sem estudantes; o mesmo não ocorre quando se trata das duas outras funções, a pesquisa e a extensão, que agregam-se tardiamente à estrutura da universidade.

   As funções da universidade não são, pois, naturais, mas históricas; elas vão constituindo-se para responder às necessidades e desafios que emergem da interação da universidade com a sociedade. Deste modo, a extensão justifica-se na medida em que acrescentar algo diferente àquilo que ela vem realizando em seu contexto histórico, por meio de suas funções de ensino e pesquisa. Se a extensão vem para sobrepor-se ou para substituir o ensino e a pesquisa, numa espécie de ação supletiva, ela não tem razão de ser.

   

De acordo com o Plano Nacional de Extensão Universitária “ a extensão universitária é a atividade acadêmica capaz de imprimir um novo rumo à universidade brasileira e de contribuir significativamente para a mudança da sociedade. Nos dez anos de existência do Fórum – com uma nova constituição, uma nova LDB e com o Plano Nacional de Educação-, seus conceitos amadureceram, seus instrumentos foram aperfeiçoados e suas principais dificuldades foram afastadas”.

   A função da extensão é a de fazer com que a universidade assuma uma nova postura, reorientando o ensino e a pesquisa, socializando os seus benefícios em proveito de toda a sociedade. Segundo FAGUNDES (1993), o verdadeiro papel da extensão, em função de sua trajetória histórica, é a circunstancialidade – existir enquanto necessária para que ensino e pesquisa possam cumprir o papel social da universidade, que consiste em tornar o conhecimento acessível ao maior número de pessoas. O saber eletrônico fica encarregado de difundir o conhecimento em massa, enquanto que à universidade cabe o papel de construir e difundir conhecimento. Ensino e pesquisa constituem o futuro do ensino superior, cabendo à extensão propiciar as condições adequadas a esse período de transição,enquanto a pesquisa cabe o implemento de que precisa para estabelecer a conexão universidade/sociedade.
Para DEMO (1994, p. 9), “ cabe à universidade o papel de construtora do conhecimento, revestindo-se de uma postura de questionamento crítico e sistemático da realidade. Para isso, bastam ensino e pesquisa. Ensino, pesquisa e difusão do saber através dos computadores. Aprender a aprender e saber pensar, para intervir de modo inovador. Aqui torna-se imprescindível a relação teoria/prática para intervenção na realidade. Para o autor, a pesquisa pode viabilizar essa relação”.

   BOTOMÉ (1996) apresenta uma visão mais crítica de extensão, condenada por sua trajetória histórica. O autor procede a uma análise histórica do papel da extensão com a sua aplicação nas universidades, mostrando o lado negativo dos projetos extensionistas quando seu trabalho volta-se a favor das classes mais favorecidas e consolidação da hegemonia do grande capital.

   A universidade, ao longo de sua história, tem sido vista como instituição social e, conseqüentemente, como prestadora de serviços à comunidade na qual está inserida. O papel precípuo dela é o ensino, preparando profissionais para o mercado de trabalho e formando culturalmente seus alunos. Mas quando apenas o ensino mostra-se insuficiente para proporcionar a formação adequada e cumprir o compromisso social da universidade, a pesquisa é chamada a produzir, de acordo com as exigências sociais. E, quando o ensino e a pesquisa mostram-se insuficientes, por atingirem uma parcela mínima da população entra em campo a extensão. Esta sim, apta a cumprir o compromisso social da universidade, levando o ensino e a pesquisa à maioria da sociedade.

   A Universidade como instituição social, tem incorporado, ao longo do tempo e em diferentes contextos, funções diversas. São atribuídas à universidade, as funções de transmissão, de produção e de extensão do saber, sendo o ensino a função mais tradicional pois se consubstancia na transmissão de conhecimentos. A Universidade tem, ainda, a função de socializar o saber que produz e, desta forma, é também responsabilizada pela integração social dos indivíduos. Neste ponto é que se podem encontrar os sinais da existência da Extensão Universitária, pois tanto a transmissão como a produção do saber serão sempre uma forma de prestação de serviços a alguém. São essas as relações sociais que vão determinar o modelo de Universidade que se cria e, ao mesmo tempo, sofre as determinações dessa criação (SOUSA, 2000, p. 13).

   Nesse sentido, a função social da universidade frente a sociedade requer , além da sua vocação universalista em relação à ciência e ao saber, uma preocupação regionalista, opção pelo desenvolvimento da região. Uma extensão não aquela oferecida como forma de compensação àqueles que não t~em acesso à universidade. Essa concepção serve para encobrir e tentar minorar os problemas sociais deixados de lado pelo poder público, exercendo uma função claramente ideológica, a serviço das classes mais favorecidas.

   Muitas universidades, via de regra, têm dificuldades de perceberem-se como parte integrante da comunidade, sentindo-se, por vezes, como elementos à margem ou acima desta (GURGEL, 1986). Estes equívocos conceituais podem ser melhor percebidos nas ações desenvolvidas pela universidade, onde esta aparece como a detentora de um saber “legítimo” que precisa ser estendido até a comunidade.

   Cônscia destes equívocos epistemológicos e atenta às armadilhas que uma visão espacial de extensão encerra, consubstanciada nas imagens de ponte, via, elo de ligação, o Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais – CESCAGE, concebe-se como uma instituição social, cujos protagonistas são, concomitantemente, membros de uma mesma comunidade; portanto, são os mesmos cidadãos que estão lá e cá, distinguindo-se apenas circunstancialmente.

   Deste modo, a extensão propugnada pelo CESCAGE, alicerça-se num processo de comunicação entre sujeitos com práticas sociais diferentes, todavia válidas. Nesta perspectiva, extensão não seria o termo adequado, uma vez que oferece, que doa algo a outrem, descartando a interação dialética que inspira-se e constrói-se sobre o diálogo, a troca, o intercâmbio, enfim, sobre a comunicação enquanto espaço de conflito, de debate, de busca de alternativas conjuntas para os problemas enfrentados.

   Apoiado em sua vocação comunitária, o CESCAGE tem como horizonte de suas preocupações partilhar sua produção científica e experiências vivenciadas, tendo em vista a promoção do desenvolvimento sócio – econômico – político – cultural e educacional de sua região de abrangência. É aqui que a extensão abre espaços para que o CESCAGE realiza, ao mesmo tempo, sua vocação universalista e sua opção regionalista na medida em que inteira-se, ao realizar seus trabalhos, das aspirações, das necessidades, das demandas, como também, das propostas e ofertas da comunidade e instituições com as quais está interagindo, para reorientar o seu planejamento de ensino e pesquisa.

   É a extensão que faz com que o CESCAGE conviva, pesquise, analise, participe e engaje-se com outros setores da comunidade no processo de desenvolvimento social e de ampliação da cidadania em sua região de abrangência.

   É sobre esta visão filosófica que assenta-se a política extensionista do CESCAGE, consubstanciada a realizar atividades, por meio de sua Fundação, a FUNDACES, os seguintes programas e atividades:

   

   - assessoramento técnico – administrativo às empresas da região;
- atualização e treinamento de pecuaristas, fruticultores ....
- organização e assistência político – social às comunidades periféricas
- projetos junto às comunidades rurais e urbanas nas áreas da educação, saúde, meio ambiente, agricultura, comércio, indústria, buscando cumprir parte de sua responsabilidade institucional ;
- projetos artístico – culturais que incentivem talentos, resgatem e preservem as raízes culturais;
- projetos de alfabetização e cidadania junto aos excluídos;
- ciclos de palestras sobre administração, economia, direito do consumidor em relação às instituições bancárias e reparação de dano, trabalho infantil,seguro social, meio ambiente, desenvolvimento regional, dentre outras;
- apoio a organizações de caráter social e educativo, como associações de bairros, sindicatos, cooperativas e outras;
- seminários de produção científica;
- parcerias (cooperação técnico – jurídica de apoio às organizações não governamentais) e outras;

   A política extensionista do CESCAGE busca contemplar todos os segmentos da comunidade local e regional com a participação dos seus diferentes cursos, professores e alunos, bem como dos respectivos sujeitos sociais envolvidos em cada atividade. Entende-se a extensão universitária capaz de retroalimentar o ensino, bem como a de promover atividades interdisciplinares. Da mesma forma, os projetos de prestação de serviços contribuirão para a produção de novos conhecimentos.


   As universidades brasileiras são instituições (públicas) criadas para atender às necessidades do país. Estão distribuídas em todo o território nacional e em toda a sua existência sem´re estiveram associadas ao desenvolvimento econômico, social, cultural e político da nação, constituindo-se em espaços privilegiados para a produção e acumulação do conhecimento e a formação de profissionais cidadãos.


   Dessa forma, a política extensionista do CESCAGE, aliada às finalidades sociais de sua Fundação, a FUNDACES, caminha na direção do pensamento de SOUSA quando destaca que “Numa sociedade cuja quantidade e qualidade de vida assenta em configurações cada vez mais complexas de saberes, a legitimidade da universidade só será cumprida quando as atividades, hoje em dia de extensão, se aprofundarem tanto que desapareçam enquanto tais e passem a ser parte integrante das atividades de investigação e de ensino” ( Brasil, Plano nacional de Extensão Universitária, 2000/2001) .


   Cabe, pois, a todos os envolvidos no ensino, pesquisa e extensão promover atividades extensionistas, de cunho social, com vistas à favorecer a toda comunidade local ações concretas numa participação social ativa.






 

CESCAGE - Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais
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